ALIANÇA LCBA: IMPLEMENTAÇÃO DE FILTRAGEM CICLÔNICA DE GASES DE COMBUSTÃO APLICÁVEL A CALDEIRAS DE BIOMASSA

A Burntech é uma fabricante de caldeiras brasileira que se dedica à concepção, fabricação e instalação de equipamentos destinados a implementar soluções de energia térmica para indústrias dos segmentos têxtil, alimentício, madeireiro e químico.

O projeto:

As caldeiras industriais podem ser movidas por combustíveis de origem fóssil ou por biomassa. As caldeiras movidas a combustíveis fósseis, como o petróleo e o gás natural, contribuem para a emissão de carbono e outros gases poluentes, tornando-se cada vez mais necessária a transição para fontes de energia mais limpas e renováveis. Embora as caldeiras movidas a biomassa não contribuam para a emissão de carbono, é importante lembrar que o processo de combustão ainda pode gerar gases que, se não forem tratados adequadamente, podem poluir o meio ambiente. Por isso, é essencial que as caldeiras a biomassa sejam equipadas com sistemas de tratamento de gases para garantir que as emissões estejam dentro dos padrões ambientais adequados.

A solução proposta pela empresa europeia Advanced Cyclone Systems para evitar tal contaminação baseia-se na implementação de uma solução de filtro multiciclone com maior eficiência que evita as emissões de materiais partículados com até mesmo menos de 200 mg/Nm3. Este requisito está relacionado com a implementação de um projeto de geração de vapor com biomassa em vez de diesel ou gás. Além de contribuir para a redução das emissões de gases de efeito de estufa, é necessário  também tratar os gases de combustão desta caldeira para cumprir as regras ambientais.

A solução técnica implementada:

A empresa portuguesa Advance Cyclone Systems desenvolveu um modelo próprio e exclusivo de previsão da eficiência de ciclones, que leva em consideração a aglomeração em zonas de fluxo turbulento. A Advanced Cyclone Systems é a responsável pelo fornecimento do filtro de gás multiciclone, pela importação e logística, e pela nacionalização do filtro que será instalado na caldeira.

Impacto ambiental:

A implementação desta solução tem um impacto ambiental positivo:

– Substituição de 43.160.500 m3 de gás natural* por ano utilizando 219.000 toneladas de biomassa.

– Mitigação estimada de emissões de GEE de 64.903 tCO2e por ano.

Temos o prazer de apresentar esta semana Luisa Haddad, co-fundadora e diretora executiva do Pé de Feijão com o objetivo de transformar a relação das pessoas com a comida. Trabalhou na REVER Consulting entre 2011-2017 como consultora e depois gerente e sócia; no corpo docente da SENAC entre 2016-2017 e como professora de gastronomia periférica em 2020. 

#SheLeadsTheChange 

  • Poderia nos dizer um pouco sobre o Pé de Feijão?   

Temos duas atuações principais. Fazemos programas para qualidade de vida visando a saúde integral, tanto da pessoa quanto do planeta ao adquirir hábitos que façam bem a ambos. Segundo, trabalhamos com comunidades, implantando hortas e composteiras, a fim de aproximar as pessoas com a natureza e promover educação nutricional e ambiental. O foco de atuação do Pé de Feijão são as hortas urbanas, o cultivo, a alimentação através da nutrição e comer sem desperdício e a parte de consumo consciente dos resíduos por meio da reciclagem e compostagem.  

 O que me motivou a fundar o Pé de Feijão foi tanto minha formação em biologia, quanto os hábitos bem consolidados que eu tinha na rotina de evitar embalagem,  desembalando cada vez menos e descascando cada vez mais os alimentos. Assim que começou e somei a vontade de expandir e trabalhar com mais gente, gerando mais impacto.  

Eu tinha percebido que nas abordagens das nutricionistas dificilmente tinha esse link ambiental. Hoje, trabalhamos muito com formação de multiplicador, como professores da rede pública, profissionais da assistência social, profissionais da saúde, nutricionistas enclusas para trazerem essa abordagem ambiental para o discurso através da “alimentação sustentável”.  

 

  • Qual é a missão do Pé de Feijão? 

Acelerar a transição das pessoas para um estilo de vida mais saudável e sustentável.  

 

  • Poderia nos dizer mais sobre a sua experiência profissional em gastronomia sustentável? 

Sou bióloga de formação. Eu trabalhava sempre em campo, no Aquário de Ubatuba com reabilitação de pinguim, depois com onça e ecologia no Pantanal (mamíferos de médio e longo prazo).  Despertei interesse em atuar na área da sustentabilidade e desenvolvimento de projetos e fui fazer um MBA na FGV. E. Ao mesmo tempo que entrei no MBA de Gestão do Ambiente e Sustentabilidade, eu entrei em uma consultoria de sustentabilidade para coordenar um grupo EBX, do Eike Batista, que tinha dinheiro para investir em biodiversidade. Me aperfeiçoei em engajamento de comunidades, e foi desse projeto que me interessei por trabalhar na ponta, de implementar os projetos. 

 

  • Me recordo que você fez consultoria e depois migrou para esse lado de comida saudável, como foi essa transição? 

Meu conhecimento de sustentabilidade em campo para engajamento de comunidades acrescentou muito no Pé de Feijão porque hoje trabalhamos com elas. A habilidade de circular em todos os ambientes e conversar com todas as pessoas em todos os lugares. Eu acho que essa habilidade, que é mais um soft skill do que um conhecimento específico, foi o que fez com que eu fosse me desenvolvendo na carreira.  

 

  • Quais outras mulheres te inspiraram na sua carreira? 

Minhas inspirações foram muito próximas. Quando eu entrei na consultoria eu tinha uma chefe chamada Patricia Beiton, que me inspirava pela maneira que desenvolvia a equipe. Hoje ela é minha sócia no Pé de Feijão. Além disso, muitas mulheres com que cruzei no caminho com os projetos que trabalho hoje, a Helena Crecia que organiza o TeDX é uma delas, que conheci quando participei do programa.  

Difícil responder essa pergunta porque não sou uma pessoa de mestres, sou de gente. Então você vai me inspirar em um pedaço, outra pessoa me inspira em outro. O que me inspira são as mulheres que conseguem desenvolver pessoas em qualquer área e que tem empatia em entender com quem estão falando com a firmeza do conteúdo.  

Tenho uma mentora desde 2018, a Ana Julia, que é uma grande referência para mim. Ela é bem o exemplo de mulheres que empoderam mulheres. Como mulher eu sinto que as vezes a gente não se sente capaz e é muito importante você ter outras mulheres ao seu redor que sentam do lado e eu vejo muito isso na minha equipe.  

 

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